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O escutismo de Ronfe teve a sua fundação oficial em 25 de Agosto de 1935. Segundo dados recolhidos junto de vários antigos escuteiros, já em 1930 existia uma Patrulha composta por oito rapazes a que davam o nome de “Patrulha Raposa” e era constituída pelos seguintes elementos:
. Francisco Gomes da Cunha
. Júlio Rodrigues (Carvelho)
. Joaquim Rodrigues
. Joaquim Lemos (Piurra)
. Joaquim Félix (Garoto)
. Manuel Mota
. António Ferreira Gomes
. Davide Apulonário
Uma patrulha que funcionava anexada a um grupo de Guimarães, onde recebiam instruções que lhe eram ministradas por três elementos do primeiro Agrupamento Nacional, Nē 1 da Sé de Braga, dos quais sabemos chamarem-se Constantino (chefe), Xavier e Carlos (caminheiros).
Essa patrulha consegui manter-se estável até ao ano de 1934, altura em que por vários motivos a maior parte dos seus elementos se ausentaram da nossa freguesia, tendo apenas permanecido Francisco Gomes da Cunha que logo após algum tempo também foi obrigado a abandonar para cumprimento de serviço militar.
Após o seu regresso da vida militar que apenas durou quatro meses (tempo normal dessa época) o Francisco G. da Cunha apresentou ao Pároco da freguesia um projecto, ao qual ele deu o seu oval, bem como o seu coadjutor Pa. Joaquim Almeida Ferreira da Silva, o qual abraçou a ideia tornando-se ele próprio o grande dinamizador; passando a alertar os jovens nas suas homilias das celebrações Eucarísticas Dominicais.
É assim que o Francisco G. da Cunha e o Pa. Joaquim juntam um grupo de rapazes dividindo-os em vários grupos etários onde recebem instruções e técnicas escutistas. Volvidos três a quatro meses de preparação dos rapazes, dá-se a fundação oficial do Escutismo em Ronfe a 25 de Agosto de 1935.
foi então a 25 de Agosto de 1935 que se deu a inauguração solene do Escutismo de Ronfe, sendo o primeiro assistente o Rev. Padre Manuel Esteves Escobar, chefe o Francisco Gomes da Cunha, constituído por duas secções:
. Alcateia Mē 66, Nuno Albares
. Grupo Nē 111, S. Tiago (1, 370 e bandeiras)
Ainda o Escutismo em Ronfe estava a dar os primeiros passos na implantação, quando o prelado da diocese transfere essa para Ponte da Barca o Pa. Joaquim Ferreira da Silva até então coadjutor, impulsionador e fundador do movimento. Transferência essa que não foi muito bem aceite pela população que tomou varias iniciativas para que a diocese mudasse a sua posição. Contudo a população, passado algum tempo da saída do coadjutor e para mostrar a sua estima, organiza uma excursão com varias camionetas para a Ponte da Barca em sinal da sua amizade. (1)
Em Setembro de 1935, entra em Ronfe o Padre Horácio de Araújo como coadjutor do Padre Manuel Esteves Escobar, que devido à saída do anterior fora bastante mal recebido.
Este padre consegui fazer algo que muita gente pensava ser impossível de conseguir, levar avante o C.N.E. em Ronfe, através da sua dinâmica e persistência, entra no seio do Escutismo, criando um grupo de teatro, escreve canções escutistas, faz e participa em acampamentos, tornando-se um grande dinamizador do escutismo.
Em 1936 este agrupamento participou com todo o seu efectivo no “Dia das Juventudes” em Braga.
Em 1937 realizou-se a peça “O Filho Prodígio” encenada por rapazes do nosso agrupamento, ensaiada pelo padre Horácio de Araújo.
No primeiro semestre de 1938 o nosso primeiro chefe de Agrupamento, Francisco Gomes da Cunha, tem graves problemas de saúde que o impedem de dar o seu contributo directo ao escutismo, passando a exercer o cargo de chefe de agrupamento o chefe Joaquim da Silva Martins.
O VI Acampamento Nacional realizado em Leiria no mês de Agosto de 1938 teve a participação de seis elementos, entre eles o chefe Martins e o padre Horácio.
A 10 de Outubro de 1938 o nosso Agrupamento devido ao falecimento do chefe Francisco Gomes da Cunha, primeiro chefe e fundador desse Agrupamento.

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